Bailinho de domingo

“Não
Tristeza não
Essa é quando a alma veste luto
E já não luta
Sim
Peleja sim
Coração
Em busca de beleza
Corre anda rasteja
Só não deixa fugir a vida que te beija
Vem cantar
Como quem resisti
Resisitir
Como quem deseja”


 

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A poesia me salva todo o dia.

Quando a gente sente muito tem dessas coisas. Estar olhando a rua pela janela de um ônibus e pensar sobre o quanto a poesia é um ponto de luz na escuridão. É auto ajuda, terapia, autorreflexão. Você lembra de um verso que exala o maior  amor e por dentro grita: “eu tô vivo!!!“.
A poesia me salva todo o dia.

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Lidi.

das palavras nunca ditas

Quantas vezes você já se sentiu um fracasso? Patético, medíocre, a vergonha das vergonhas? Absolutamente, todos os dias. Se este sentimento não vem nem reconheço-me. Reinvento este corpo mole, estes pensamentos ásperos, estas vontades vis. A vida é um caralho que tira sua dignidade e não liga no dia seguinte. Quem foi o imbecil que inventou essa história de que as coisas precisam ter sentido? Esquerda e direita são sentidos. O resto, é intriga social pra fazer a gente se sentir ainda pior, colocar a falsa esperança no colo e fazê-la ninar…na porrada.

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Lidi.

Francês sabe fazer drama

4 incríveis filmes franceses para quem gosta de um drama.
*Contém dicas fortes para os que choram por qualquer coisinha (eu)*.

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Tomboy (2011): Um drama delicado nos detalhes e forte nos sentimentos. Nele, conhecemos Laura, uma garota de 8 anos que enxerga-se e comporta-se como um menino e por assim se identificar, para os demais apresenta-se como tal. Suas tentativas em fazer amizades e ser aceita como um garoto são comoventes e, apesar das mentiras à sua família e à vizinhança, acaba-se torcendo pra que ela não seja desmascarada. (Só acho que a arte imita a vida).

 

A Delicadeza do Amor (2011): Após perder o grande amor da sua vida, uma mulher bem sucedida acredita que não é possível recomeçar. Até que reencontra o amor em um homem desinteressante e feio aos olhos dos seus colegas de trabalho. Um romance não tão clichê (até porque o “mocinho” nunca é feio) para mostrar que o amor está nos pequenos gestos e é o sentimento mais gostoso dessa vida. Além de deixar aquela liçãozinha de que a beleza é relativa e a interior é a mais valiosa entre todas as outras.

A Delicadeza do Amor - Crítica do filme by Película Criativa 3.jpeg

Intocáveis (2011): Não há palavras para descrever essa história real, com início, meio e fim maravilhosos! Se ainda não o viu, por favor, veja. Um milionário tetraplégico, busca um novo enfermeiro pois, genioso, não conseguiu adaptar-se com os últimos empregados que passaram pela sua residência. Surge à sua porta o jovem Driss; um negro de classe média baixa que precisa apenas declarar à justiça que esteve à procura de emprego. Para sua surpresa, Driss é recrutado. Nos meses que seguem, inicia-se uma amizade moldada no respeito e atenção. Caracterizo este filme, como um dos mais comoventes que assisti.

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Posso colocá-lo ao lado de outro filme francês baseado em uma história real, o Escafandro e a Borboleta (2007). Este, conta a história de Jean-Dominique Bauby,  um dos antigos editores da revista de moda Elle. Anos 43 anos, Jean sofreu um AVC resultando na chamada “síndrome de encarceramento”: uma mente cheia de pensamentos e memórias dentro de um corpo paralisado, onde movimenta-se apenas o olho esquerdo. E, é por esta perspectiva que a maior parte do filme se passa. Tendo de viver com sua nova condição, Jean recebe os cuidados de um enfermeira que desenvolve um sistema de comunicação. Ela soletra as letras do alfabeto por ordem de utilização, por meio de um piscar de olho Jean sinaliza a letra formando as palavras. Neste sistema, Jean escreveu o livro autobiográfico que leva o mesmo título do filme.


Uma ótima vida.
Valeu! :*

O Apanhador no Campo de Centeio

Após um bom tempo de jejum, fico feliz em retomar as postagens neste espaço. 🙂

Minha resenha de “O Apanhador no Campo de Centeio”

Livro: O Apanhador no Campo de Centeio
Autor: J. D. Salinger
Ano de publicação: 1951

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“Mas a melhor coisa do museu é que nada lá parecia mudar de posição.  Ninguém se mexia.  A gente podia ir lá cem mil vezes, e aquele esquimó ia estar sempre acabando de pescar os dois peixes, os pássaros iam estar ainda a caminho do sul, os veados matando a sede no laguinho, com suas galhadas e suas pernas finas tão bonitinhas, e a índia de peito de fora ainda ia estar tecendo o mesmo cobertor.  Ninguém seria diferente.  A única coisa diferente seríamos nós.  Não que a gente tivesse envelhecido nem nada.  Não era bem isso.  A gente estaria diferente, só isso.  Podia estar metido num sobretudo, dessa vez (…)  Ou então a gente tinha ouvido o pai e a mãe da gente terem a maior briga no banheiro.  Ou então a gente tinha acabado de passar, na rua, por uma poça d’água com um arco-íris de gasolina dentro dela. Quer dizer, a gente estaria diferente, de um jeito qualquer – não sei explicar direito, mas o negócio é assim mesmo.  E, mesmo que eu soubesse, acho que não ia ter muita vontade de explicar”(pg. 51)

Com esse trecho lindo, inicio a resenha do O Apanhador no Campo de Centeio, deixando claro que, diferente do que eu pensava antes de iniciar a leitura do livro, ele não se trata de uma história de fazenda, agricultura ou colheita. Muito pelo contrário. O Apanhador no Campo de Centeio tem como cenário uma das maiores metrópoles do mundo: a cidade de Nova York. Mas não a Nova York de hoje que costumamos ver nos filmes e seriados atuais. Trata-se da vida urbana dos anos 50; a vida urbana pós-guerra e com seus princípios ainda conservadores.

Quebrando muitos paradigmas da época, o autor escreve O Apanhador no Campo de Centeio e causa um grande alvoroço na população da época. Os motivos do choque?

  1. O personagem principal do livro é um adolescente. Todavia, adolescentes nos anos 50 não eram personagens principais em nada. Eram se quer vistos. Foi a partir da metade dos anos 50 e início dos 60 que a juventude passou a ser tratada como temática e percebida pela população. A esse fator, incluímos a explosão do rock n roll e de ícones da cultura da época, como por exemplo, James Dean e Elvis Presley.
  2. Não contente em ter um adolescente como narrador de sua própria jornada, o autor escreveu de tal modo que fosse exatamente a maneira como o adolescente falava, com simplicidade na linguagem e a escrita repleta de gírias, fugindo do coloquial.
  3. Durante a narrativa, o personagem aborda temáticas tais como namoro, sexo, puberdade, etc.

Essa mistura de ~escândalos~ transformaram O Apanhador no Campo de Centeio em um dos livros mais importantes e aclamados da literatura americana.

A história é narrada por Holden Caulfield, um jovem de 17 anos, de uma família de classe média alta que pela “milésima vez” é expulso do colégio. Porém, não seria certo dizer que Holden é um rebelde sem causa. Apesar do ódio que sente por tudo e todos, suas expulsões frequentes e sua dificuldade em fazer e manter amigos, Holden é apenas um adolescente que se recusa a crescer.

Ele busca seus modelos, mesmo não sabendo ao certo o que deseja; o irmão mais velho, antigos professores, um ex-colega de escola, são pessoas de quem Holden retira aprendizados, ainda que não perceba. Ser adolescente é se moldar, certo?! Todos já fomos adolescentes e sabemos como é difícil tal fase. Uma vez que, somos grandes demais para sermos crianças e novos demais para sermos adultos por completo. E é nessa transição angustiante emocional, física e psicologicamente em que Holden se encontra. Com sua síndrome de Peter Pan, Holden recusa-se a se render ao sistema acadêmico, as regras familiares, as amizades vazias e aos modismos momentâneos.

E para exemplificar seu processo, Holden utiliza, genialmente, a metáfora do campo de Centeio e do seu grande abismo.  O que ele não quer para si, não deseja para mais ninguém. Acredita que o mundo dos adultos seja repleto de hipocrisia, inconsistência e pessoas ainda mais perdidas (ele tem razão, né?!)

“Fico imaginando uma porção de garotinhos brincando de alguma coisa num baita campo de centeio. Milhares de garotinhos, e ninguém por perto – quer dizer, ninguém grande – a não ser eu. E eu fico na beirada de um precipício maluco. Sabe o quê eu tenho de fazer? Tenho que agarrar todo mundo que vai cair no abismo. Quer dizer, se um deles começa a correr sem saber onde está indo, eu tenho que aparecer de algum canto e agarrar o garoto. Só isso que eu ia fazer o dia todo. Ia ser só o apanhador no campo de centeio. Sei que é maluquice, mas é a única coisa que eu queria fazer. Sei que é maluquice.”

Quando se termina a leitura do livro, logo se pensa que Holden tem muito que aprender e viver. Mas, bem no fundo, a gente deseja que tudo aconteça na hora e momentos certos. Sem pressões, sem precocidade… para que, apesar de muitas vezes triste, ele desfrute da sua juventude.

O Apanhador no Campo de Centeio mudou a minha vida.

O principal motivo é a identificação que Holden trás a tona. A sua marginalidade é tão visível, que desperta a empatia e aquela sensação de “Holden, eu te entendo.” Assim, o grande abismo passa a fazer tanto sentido que explica o porque da influência do livro nas contraculturas das décadas posteriores. Holden é um herói por essência e o seu desejo de “salvar” os seus semelhantes do grande abismo é uma das ideias mais lindas que já experimentei conhecer. Grata por essa leitura!

Além disso, a obra de J. D. Salinger, foi referência para outros artistas.
Por exemplo, a banda Green Day gravou a música “Who Wroten Holden Caulfield?”. E o Guns N’ Roses, a música “Catcher In The Rye”.

“He makes a plan to take a stand but always ends up sitting.
Someone help him up or he’s gonna end up quitting…”


Uma ótima vida.
Valeu! :*

 

dia do contador de histórias

Oi, tudo bem?

No dia 20 de março é comemorado o Dia do Contador de Histórias. Pensar nessa profissão me remete à minha infância e aos eventos infantis espalhados pela cidade que minha mãe me levava  e das “semanas culturais” que aconteciam nos colégios que estudei durante o ensino fundamental. Até porque, antes de existir YouTube, tablets e celulares multifuncionais, para uma criança ouvir uma história era assim: percebendo o sentir, a alegria e o encanto do contador.

E falando em contador de histórias, como não pensar no maior contador de histórias do cinema? Forrest Gump – O contador de histórias. Em um banco de ponto de ônibus, Forrest conta a longa jornada da sua vida para quem ali resolve sentar. Ele ensinou Elvis Presley a dançar, inspirou a mais famosa composição do John Lennon, lutou na guerra do Vietnã, foi campeão de Ping Pong, conheceu vários presidentes dos EUA, presenciou a entrada dos negros das universidades e mais um monte de coisas. Um clássico!

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No cinema nacional, também há a presença de um incrível contador de histórias e pedagogo. Porém, dessa vez, trata-se da biografia de Roberto Carlos Ramos que é contada no filme O Contador de Histórias.
Roberto Carlos é o mais novo de 10 irmãos, quando aos 6 anos sua mãe o conduziu para viver na Febem (atual Fundação CASA), já que não possuía condições de cria-lo. Em meio a fugas, retornos e analfabetismo, aos 13 anos Roberto foi adotado por uma pesquisadora francesa que estava visitando a Febem para finalizar sua tese de doutorado. Após a adoção, a trajetória de Roberto Carlos contém muito estudo e trabalho. O que resultou em um ser humano com condição suficiente para criar uma grande família: 13 crianças adotadas da Febem. Excelente filme e excelente história de vida! 🙂 Vale a pena assistir.

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Entrevista de Roberto Carlos Ramos no programa Jô Soares:


E ai, que histórias a gente pode contar hoje?


Uma ótima vida!
Valeu. :*

Mad Men

Oi, tudo bem?

Mad Men é uma série original HBO da qual ouvi falar durante muito tempo e que  recentemente resolvi conhecer. No momento, estou na quarta temporada e amando loucamente, é realmente muito bom!

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A história se passa nos Estados Unidos dos anos 60. Sterling Cooper é uma agência de publicidade que possui um diferencial: o talentoso Diretor de Criação Donald Draper.
Don Draper é o cara central de toda a série e sua vida é um verdadeiro sonho americano: vida profissional promissora, dinheiro e uma linda família. Apesar ter tudo em suas mãos e ser invejado por isso, Don está sempre em busca de mais, isso faz com que ele leve uma vida dupla e cheia de segredos sobre o seu passado.

À parte Don, na segunda temporada, os personagens começam a dar grandes voltas em sua vida e a trama fica ainda mais legal. Acho que o mais interessante de acompanhar uma serie é perceber as mudanças que ocorrem com os personagens conforme as coisas acontecem.

Além das historias de vida dos envolvidos, nota-se a rotina de trabalho do mundo dos negócios e da propaganda; é curioso o modo como os publicitários pensam e criam as propagandas e o modo como a mesma evoluiu: da revista para os rádios e dos rádios para a TV. Observa-se a presença de grande competitividade e ambição tanto na vida profissional quanto pessoal dos personagens. O anseio por status é a prioridade de alguns. O escritório e a vida social parecem uma grande selva: homens bem vestidos que não controlam seus instintos e vivem em uma lei da Seleção Natural sem fim, independente de a disputa ser um novo cliente ou uma nova mulher.

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Outro ponto que destaquei da série são algumas questões sociais e políticas que  começaram a entrar em pauta nos EUA nos anos 60. A luta dos negros por direitos civis, a mulher no mercado de trabalho, a submissão feminina e o aumento da criminalidade e violência, por exemplo.

E claro que além da tragédia, tem as festas, os casos amorosos, os jantares de negócios, os vestidos e uma trilha sonora delicia! Só vejo motivos positivos para o mundo inteiro ver essa série.

Ao todo, a série conta com 7 temporadas, sendo que a última é dividida em duas partes. Estou louca pra terminar de ver.

Não te convenci? Então olha esse vídeo:

🙂


Uma ótima vida!
Valeu. :*

Bluebird -Charles Bukowski

o pássaro azul

há um pássaro azul em meu peito
que quer sair
mas sou duro demais com ele,
eu digo, fique aí, não deixarei que ninguém o veja.
há um pássaro azul em meu peito que
quer sair
mas eu despejo uísque sobre ele e inalo
fumaça de cigarro
e as putas e os atendentes dos bares
e das mercearias
nunca saberão que
ele está
lá dentro.
há um pássaro azul em meu peito
que quer sair
mas sou duro demais com ele,
eu digo,
fique aí,
quer acabar comigo?
(…) há um pássaro azul em meu peito que
quer sair
mas sou bastante esperto, deixo que ele saia
somente em algumas noites
quando todos estão dormindo.
eu digo: sei que você está aí,
então não fique triste.
depois, o coloco de volta em seu lugar,
mas ele ainda canta um pouquinho
lá dentro, não deixo que morra
completamente
e nós dormimos juntos
assim
como nosso pacto secreto
e isto é bom o suficiente para
fazer um homem
chorar,
mas eu não choro,
e você?

(Charles Bukowski – Falecido em 09 de março de 1994)

❤ ❤ ❤

 

 

Gilbert Grape

Filme: Gilbert Grape – Aprendiz de Sonhador
Diretor: Lasse Hallström
Ano: 1994

Oi, tudo bem?

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A história do jovem Gilbert Grape acontece na pequena cidade de Endora. Ali, Gilbert nasceu, foi criado e viveu toda a sua adolescência. Desde que seu pai suicidou-se, Gilbert trabalha em um mercadinho da cidade para sustentar sua família: a mãe depressiva e obesa mórbida, as duas irmãs que precisam cuidar da mãe e o caçula Arnie, um garoto de 17 anos com problemas mentais e que fica aos cuidados de Gilbert. As coisas começam a mudar quando Gilbert conhece Ellen, que está de passagem pela cidade. Ele, que até o momento possuía um caso com uma mulher casada, apaixona-se por Ellen e os dois passam ótimos momentos juntos até o dia em que ela precisa partir.

Finalmente assisti o filme que rendeu a primeira indicação ao Oscar para Leonardo DiCaprio – e a sua atuação é realmente muito boa! Arnie é ingênuo e interpreta as situações a sua volta como uma grande piada. Ele é muito amado e protegido pela mãe, que o chama de “milagre”, já que há 17 anos é desacreditado pelos médicos.

Apesar de todas as dificuldades que a família enfrenta e as brigas constantes, o lar é cheio de preocupação e afeto demonstrado pelas diversas situações de cuidado entre os familiares.

Assistindo ao filme, existem momentos em que chega-se a ter raiva do pobre Gilbert de tão boa pessoa que ele é. Eu poderia fazer uma lista com as suas qualidades. Ele é um personagem de uma empatia tamanha. Devido aos problemas da vida, Gilbert desenvolveu o costume de colocar as necessidades alheias sempre à frente das suas; não suporta saber que as pessoas machucam seu irmão indefeso ou ver que sua mãe virou piada na cidade.

Ele preocupa-se em como os outros irão receber as suas palavras e atitudes. Toda a energia de Grape é destinada apenas ao outro. Porém, há um momento em que ele se desgasta e as consequências desse desgaste são significativas para Grape que conclui que por mais que as vezes queira pensar um pouco mais em si, ele ama a sua família acima de qualquer coisa – talvez mais que a ele próprio.

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Apesar do filme ser antigo, podemos imaginar quantos “Gilbert Grapes” estão por aí, espalhados pelo mundo. Esquecendo-se de si para doar-se ao semelhante. Encontrando refugo apenas nos seus sonhos e nos poucos amigos que tem. Talvez eu tenha viajado demais em cima do personagem e da sua história. Mas achei ela sensível e de alguma forma capaz de levantar algumas perguntas a respeito de à quantas anda a minha própria capacidade de colocar-se, o mínimo que seja, no lugar do outro. E claro, nunca desistir de acreditar que as coisas irão melhorar.

Enfim, poderia resumir tudo isso em uma frase só: Gilbert Grape e sua luz própria apenas acontecem. 🙂

Espero que gostem.


Uma ótima vida!
Valeu. :*