Gilbert Grape

Filme: Gilbert Grape – Aprendiz de Sonhador
Diretor: Lasse Hallström
Ano: 1994

Oi, tudo bem?

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A história do jovem Gilbert Grape acontece na pequena cidade de Endora. Ali, Gilbert nasceu, foi criado e viveu toda a sua adolescência. Desde que seu pai suicidou-se, Gilbert trabalha em um mercadinho da cidade para sustentar sua família: a mãe depressiva e obesa mórbida, as duas irmãs que precisam cuidar da mãe e o caçula Arnie, um garoto de 17 anos com problemas mentais e que fica aos cuidados de Gilbert. As coisas começam a mudar quando Gilbert conhece Ellen, que está de passagem pela cidade. Ele, que até o momento possuía um caso com uma mulher casada, apaixona-se por Ellen e os dois passam ótimos momentos juntos até o dia em que ela precisa partir.

Finalmente assisti o filme que rendeu a primeira indicação ao Oscar para Leonardo DiCaprio – e a sua atuação é realmente muito boa! Arnie é ingênuo e interpreta as situações a sua volta como uma grande piada. Ele é muito amado e protegido pela mãe, que o chama de “milagre”, já que há 17 anos é desacreditado pelos médicos.

Apesar de todas as dificuldades que a família enfrenta e as brigas constantes, o lar é cheio de preocupação e afeto demonstrado pelas diversas situações de cuidado entre os familiares.

Assistindo ao filme, existem momentos em que chega-se a ter raiva do pobre Gilbert de tão boa pessoa que ele é. Eu poderia fazer uma lista com as suas qualidades. Ele é um personagem de uma empatia tamanha. Devido aos problemas da vida, Gilbert desenvolveu o costume de colocar as necessidades alheias sempre à frente das suas; não suporta saber que as pessoas machucam seu irmão indefeso ou ver que sua mãe virou piada na cidade.

Ele preocupa-se em como os outros irão receber as suas palavras e atitudes. Toda a energia de Grape é destinada apenas ao outro. Porém, há um momento em que ele se desgasta e as consequências desse desgaste são significativas para Grape que conclui que por mais que as vezes queira pensar um pouco mais em si, ele ama a sua família acima de qualquer coisa – talvez mais que a ele próprio.

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Apesar do filme ser antigo, podemos imaginar quantos “Gilbert Grapes” estão por aí, espalhados pelo mundo. Esquecendo-se de si para doar-se ao semelhante. Encontrando refugo apenas nos seus sonhos e nos poucos amigos que tem. Talvez eu tenha viajado demais em cima do personagem e da sua história. Mas achei ela sensível e de alguma forma capaz de levantar algumas perguntas a respeito de à quantas anda a minha própria capacidade de colocar-se, o mínimo que seja, no lugar do outro. E claro, nunca desistir de acreditar que as coisas irão melhorar.

Enfim, poderia resumir tudo isso em uma frase só: Gilbert Grape e sua luz própria apenas acontecem. 🙂

Espero que gostem.


Uma ótima vida!
Valeu. :*

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