Quando a dor de cabeça não passa

Já dizia o poeta:  “todo dia de manhã é nostalgia das besteiras, das besteiras e das besteiras que fizemos ontem…”

Momentos que passam na memória como flashes, rostos irreconhecíveis, palavras embaralhadas e misturadas aos sons que sua própria mente cria durante o entorpecimento.  O dia seguinte é sempre daquelas manhãs em que a gente jurou que iria morrer, mas juntos prometemos que arrumaríamos toda a bagunça nem que fosse tomando os mais fortes remédios. Lembra? Ainda com hálito de álcool, deitados na cama sem lençol e olhando para o teto, a gente cruzava os nossos dedinhos e dava, reciprocamente, a certeza de que o mal estar passaria, algumas vezes transformando tudo aquilo em algo hilariante, rindo um do outro pelos vômitos e fiascos passados. O amor é como um dia inteiro de ressaca… Mas e quando a bebedeira foi tão forte que o medicamento já não faz efeito? Cochilos, Coca-Cola gelada, açúcar, doce, remédios alternativos, almoço de mãe… essa maldita ressaca sem cura: com gosto de cerveja, whisky… e despedida.

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Lidi.

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