Domingo a noite

Oi, tudo bem?

De um tempo pra cá, algumas cidades tem apostado em festivais de comidas e bebidas. Aqui em Curitiba, por exemplo, esses eventos tem ganhado cada vez mais repercussão –  festival de hambúrguer, circuito de sanduíches, de pão com pernil, pão com bolinho, etc. A ideia é de que os estabelecimentos participantes criem pratos ou drinks específicos para o evento e que estes sejam vendidos a preços únicos.
No segundo Circuito de Caipirinhas de Curitiba, que vai até o dia 12 de março, as bebidas são vendidas por 10 reais e o cardápio de caipiras é bem distinto! 🙂

Essas são do bar BarBaran! Lugar excepcional para quem quer beber e comer gastando pouco.

12804500_1029921573758483_1236113758_n

Caipirinha de cachaça e uva.

12822041_10206218062550883_1659267010_n

Caipirinha de limão com manga. Ficou ótimo!


Todas as opções desse circuito.


Uma ótima vida!
Valeu. :*

 

Anúncios

Sintaxe À Vontade

“A partir de sempre
Toda cura pertence a nós.
Toda resposta e dúvida.
Todo sujeito é livre para conjugar o verbo que quiser,
Todo verbo é livre para ser direto ou indireto.
Nenhum predicado será prejudicado,
Nem tampouco a frase, nem a crase, nem a vírgula e ponto final!
Afinal, a má gramática da vida nos põe entre pausas, entre vírgulas,
E estar entre vírgulas pode ser aposto,
E eu aposto o oposto: que vou cativar a todos
Sendo apenas um sujeito simples.
Um sujeito e sua oração,
Sua pressa, e sua verdade, sua fé,
Que a regência da paz sirva a todos nós.
Cegos ou não,
Que enxerguemos o fato
De termos acessórios para nossa oração.
Separados ou adjuntos, nominais ou não,
Façamos parte do contexto da crônica
E de todas as capas de edição especial.
Sejamos também o anúncio da contra-capa,
Pois ser a capa e ser contra a capa
É a beleza da contradição.
É negar a si mesmo.
E negar a si mesmo é muitas vezes
Encontrar-se com Deus.
Com o teu Deus.”

(Composição: Fernando Anitelli – O Teatro Mágico)

simplicidade_400x400.jpg

Cante

“O homem teve um enfarte do coração
E ao invés de “bom dia” dizia “eu te amo”
A vida dele se enfartou e ele preferiu um ataque de lirismo
A vida não é assim tão previsível

Cuidado com o que planta no mundo
Cuidado com o que toca no mundo
Não adianta fingir que não sente
Gente sente tudo!
Gente tem que se envolver
A gente é emoção.
Corremos com as pernas e vamos devagar com o coração

Estamos fugindo de que?
Estamos fingindo pra que?
Pra que tanta proteção?

Guarda chuva, revolver,
Cães de guarda, filtro solar
Muros de tijolos e de pele,
Meu muro cheio de cacos
Ninguém entra no meu jardim
Queria a vida mais doce
Mas os frutos ainda são

E se você trouxer o seu lar
Eu vou cuidar do seu jardim
Pra que buscar em outro lugar?
Se está tudo aqui bem dentro, em mim
Que venham todos os fins, que venham todos os fins
Por que eu sei recomeçar.”

(Composição: Alexandre Nero)

Viver intensamente

Viver intensamente é um dos motivos pelo qual este espaço virtual existe. O que já explica que, neste caso, o viver intensamente não quer dizer que faço tudo o que quero (porque a realidade é longe disso), mas diz respeito ao sentir; ao 8 ou 80 das emoções.
Gosto de viver assim, já que na maioria do tempo, me permito ser inteira. Mas tudo na vida possui os seus prós e contras e enquanto não tenho dinheiro para a análise, escrevo umas bobagens para as coisas ficarem mais leves. O maior contra é de que a tristeza será sempre proporcional a quantidade de alegria – o que pode gerar uma carga de ansiedade e estresse dependendo da situação vivida.  É praticamente impossível guardar as coisas apenas para si, palavras e sentimentos são constantemente vomitados em lugares e pessoas. O maior pró, por sua vez, é de que pequenos momentos como comer aquele bolo favorito, beber uma cerveja, ir à um show ou assistir a um filme  tornam-se coisas extremamente prazerosas, ou seja, a razão para se estar vivo não é de grande ambição. E do outro lado da moeda, um emprego perdido, uma frustração amorosa ou uma data esquecida transformam-se em um show de drama à parte. E ainda tem um outro ponto importante, a capacidade de sonhar, mas sonhar muito!  E ai, a vida segue nesse eterno super, mega, exagerado(!) ritmo de emoções. Nem tudo o que é caos é necessariamente mau.  Lembrei-me de um texto maravilhoso que li no Obvious, em que a autora se utiliza do termo “sentimento oceânico” para expressar exatamente isso que estou tentando dizer. Ela diz que “oceânico é o sentimento capaz de fazer caber em si a imensidão do mundo.” A autora ainda reitera que há dias em que há em nós sentimentos mas sem oceanos: dias engolidos pela rotina e sem motivação. E, por outro lado, há também oceanos sem sentimentos: situações vividas sem emoção por qualquer motivo que seja. E, por fim, a conclusão é de que cada um experimenta as coisas ao seu modo. Se você tem todos os oceanos do mundo dentro de si quando olha pra pessoa amada, tudo bem. Mas se você não tem 1 litro de água do mar, tudo bem também. A sua conexão com o mundo e com as pessoas a sua volta é só sua. O importante é nunca desistir de buscar o equilíbrio entre a euforia e a preguiça aguda.
Já dizia Fernando Pessoa:
“Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.”

A felicidade é só questão de ser.

12009704_10205232423070512_8242745957205033339_n

e/ do alto de uma janela/ também posso me vestir de preto/ para apitar o final. (Poesia de André Dahmer do livro “A coragem do Primeiro Pássaro”).

Texto completo – sentimento oceânico

🙂 ❤

O menino e o mundo

Oi, tudo bem?
Na semana passada, assisti a animação O Menino e o Mundo, que está sendo exibida gratuitamente em Curitiba.
O Menino e o Mundo é um filme brasileiro, dirigido por Alê Abreu e neste ano, concorre ao Oscar de Melhor Filme de Animação.

12784338_10206156937062784_1433767077_n.jpg

Apesar do desembaraço de seus traços, o filme é mais complexo do que podemos sugerir quando se começa a assistir. Então, vamos lá à minhas impressões pessoais sobre a obra:

Sinopse: A história gira em torno de um menino que sai pelo mundo em busca do seu pai que deixou para trás a casa da família visando um emprego melhor. Na sua saga, o menino depara-se com muitas novidades: pessoas, máquinas, a cidade grande, a desigualdade social, o consumo, etc.

A fotografia e o desenho

A particularidade de O Menino e o Mundo quando se trata de seus aspectos visuais é a simplicidade.
Há a presença de desenhos com traços fortes feitos com giz de cera, lápis de cor, colagens e pinturas. Nos dá a impressão de que tudo aquilo não passa de uma brincadeira de criança. Com cenários imaginários que vem e vão, alguns detalhes são de encher os olhos.
Um exemplo é a música; não contente em apenas nos fazer ouvir a música doce da flauta do pai do menino, o autor achou digno transformá-la em algo visível, por meio de partículas laranjas que ele guarda em um potinho <3. Foi a primeira vez em que VI a música e achei isso de uma sensibilidade tamanha.

decek.in.svet3

maxresdefault

Os sons

Outra técnica usada para mexer com a imaginação de quem assiste é a ausência de diálogos. São poucos os momentos do filme em que ouvimos o que “parece ser uma conversa.” A princípio, aquilo são apenas sons aleatórios imitando a voz do personagem, porém, é o nosso português – só que de trás para frente.

Os sons e os ruídos dão uma vida fantástica ao longa e também foram criados especialmente para ele. O diferencial é que os animais, automóveis, máquinas, etc., foram copiados do mundo real e somados à distorções para que representassem exatamente como o menino estaria ouvindo as suas descobertas (o por isso da música ser visível).
Além disso, a trilha sonora possui uma certa reflexão ao cunho social. Ela representa muitas coisas: a alegria de um povo, a opressão, tristeza, fome, saudade, etc…O rapper Emicida interpreta a música tema do filme, “Aos Olhos de Uma Criança”, que pode ser ouvida aqui:

A mensagem

Em sua jornada de descobrimento, o menino, morador de uma casa simples do interior, encontra seu pai em uma fazenda destinada ao plantio de algodão. Ali, depara-se com a primeira cena de desigualdade: mão de obra barata e oprimida e um fazendeiro rico e explorador.
A exploração vista no campo é repetida quando o menino chega às indústrias. Primeiro, trabalhadores cansados e em seguida, a substituição destes por máquinas e o descarte do proletário.
À parte de toda essa descoberta, o menino conhece famílias pobres enquanto outras se banham no luxo e a força do consumismo enquanto as florestas somem! Tecidos, roupas, sapatos, rostos famosos e tudo o mais que estamos acostumados, ilustram a desigualdade social e sensibilizam o espectador à uma realidade que, devido ao triste costume, nos passa despercebido.

141015-MeninoMundo2.jpg

menino_mundo_07.jpg

Aos olhos de uma criança, tudo tem um pouco de vida diferente. Até lembrei de Saint-Exupéry, de que só se vê em com o coração. 🙂

Todavia, devido ao estímulo de imaginação, O Menino e o Mundo pode ainda despertar outras reflexões em adultos e crianças, cada qual com sua razão e nível. E com certeza, vale muito a pena conferir!

Estou na torcida pelo Oscar.

Assista ao trailer: https://www.youtube.com/watch?v=l7x8oi_1GBo

Espero que gostem!


Uma ótima vida!
Valeu. :*

 

 

O impacto de um livro

12744232_975761059156225_4952945151589929455_n

Castillo1

A obra do mexicano Jorge Méndez Blake está rolando pelas páginas de literatura das redes sociais.
Jorge Méndez Blake manipula a literatura clássica. Ele conecta literatura e artes visuais por meio da criação de obras tridimensionais, onde combina objetos naturais e fabricados, além do uso de desenhos e intervenções ambientais.

Para saber mais sobre o artista, acesse seu site: http://www.mendezblake.com/

🙂


Uma ótima vida!
Valeu. :*

Loucuras de um gênio – The Devil and Daniel Johnston

Oi, tudo bem?

Loucuras de Gênio (The Devil and Daniel Johnston) é um documentário angustiante que mostra a trajetória do cantor Daniel Johnston. Então, segue breve resumo e minhas impressões pessoais.

images.jpg

Daniel Johnston é uma figura completa – cantor, compositor, músico e artista. 🙂
Durante sua juventude, recebeu o diagnóstico de transtorno bipolar. O que tornou sua vivência uma batalha e transformou a vida do gênio de cabeça para baixo.

Durante a infância, Daniel era uma criança promissora e com inteligência acima da média. Na adolescência, por sua vez, começou a demonstrar os primeiros sinais de uma saúde mental debilitada. Ele possuía a certeza de que seria famoso e de que era um ótimo artista, sua auto confiança era plena!  Gravava a si mesmo recriando cenas do cotidiano com muito bom humor, fazia desenhos sobre os seus sentimentos, gravava todos os seus pensamentos e adorava tocar piano.

daniel-johnston-5

Conforme passaram-se os anos, após tentativas de fazer Daniel se encaixar em uma universidade, seus pais o mandaram para morar com um irmão. Feita a mudança, Daniel não apenas conseguiu um emprego no McDonald’s, como também, fez da garagem de seu irmão um estúdio improvisado – onde gravou seu primeiro álbum, o “Hi, How Are You?”.
Foi distribuindo suas fitas de mão em mão, que Daniel finalmente realizou seu sonho: apareceu na MTV, tornou-se famoso e um cantor promissor.

E então, começaram os delírios. Daniel acreditava que era um enviado de Deus e que tinha que combater o mal a todo custo. No auge de suas crises, Daniel falava apenas sobre assuntos religiosos e demoníacos.
Depois de muita crise foi medicado, preso e internado. Nunca deve ter sido fácil ser Daniel Johnston. Suas músicas são verdadeiras e expressam sentimentos reais, de amores não correspondidos a monstros mentais. Daniel é apenas verdadeiro, apesar de tudo.
Vale a pena ver o documentário que tem na Netflix e conhecer a obra desse ilustre homem. Fiquei surpresa com o quanto ele foi importante para a cena underground na época e trabalhou ao lado de grandes bandas (Sonic Youth, Velvet Underground).
Caracterizo o filme de sua vida como triste e pesado. Daniel matava um leão por dia, sim! E muitas vezes, é possível sentir a sua dor e principalmente, a dor de sua família.
Devido aos seus problemas, Daniel entrou em declínio e a venda de sua obra não resistiu, o que o tornou um cantor “pouco” conhecido. Uma grande pena!!

Inclusive, o meu primeiro manager, vive sua vida em busca de fazer com que TODAS as pessoas conheçam Daniel Johnston. Bora conhecer?

Ouça aqui no Spotify

Ou no YouTube!

❤ Coração dói.


Uma ótima vida.
Valeu! :*

Sem Plumas

Sem Plumas, Woody Allen – Ed. Circulo do Livro S.A., 1978 SEM_PLUMAS_1289081178B

Já fiz um recortes de trechos desse livro aqui no blog, mas ao terminar a leitura achei que seria legal contar mais.
O livro contém fragmentos do diário de Allen, ensaios e duas peças de teatro. Tudo é escrito com um humor sarcástico e gostoso. Woody Allen é engraçado por essência.

Como o livro é uma reunião de coisas, escolhi os pontos altos, ou seja, meus escritos preferidos:

1) Morte (Peça de um ato): Um homem é acordado no meio da noite para entrar em um plano a fim de capturar um tarado que está a solta pela cidade. Apesar de desnorteado, ele acaba indo e… coisas acontecem.

2) Guia breve, porém útil, da desobediência: Aqui, Allen da dicas básicas sobre como iniciar uma revolução (rs).

Para se fazer uma revolução precisa-se de duas coisas: primeiro, alguém ou alguma coisa contra a qual se revoltar; segundo, alguém para fazer efetivamente a revolução. O traje é informal e ambas as facções devem ser flexíveis a respeito o local e hora do evento.” (pg. 125)

Ele nos conta também sobre alguns métodos de desobediência civil.

Greve de fome: Quando o oprimido fica sem comer até que suas exigências sejam atendidas (…)  O problema da greve de fome é que, depois de alguns dias, fica-se com uma bruta fome, e o governo então se aproveita para fazer com que todos os alto-falantes transmitam exclamações como “Hum… que delicia esta galinha…” ou “Pode me passar o molho?” ou “Já provou esta mousse?”. (pg. 126)

Greve sentada: Quando uma pessoa escolhe um determinado lugar na fábrica e senta-se sem trabalhar (…) Como na greve de fome, os opressores tentarão por todos os meios fazer o grevista levantar-se. Poderão dizer: “Ok, rapazes, é hora de ir para casa!” ou “Podia levantar-se um pouquinho? Queria ver se você é mais alto do que eu.

Passeatas: A principal finalidade de uma passeata é a de ser vista pela população (…) Durante a passeata é conveniente levar faixas e cartazes, para deixar em claro a posição dos manifestantes…” (pg. 127)

3) Ensaio sobre o amor:
É melhor amar ou ser amado? nenhum dos dois, se a sua taxa de colesterol estiver acima de seiscentos. Quando falo de amor, naturalmente me refiro ao amor romântico (…) Para ser um grande amante deve-se ser forte e, ao mesmo tempo, terno. Mas forte até que ponto? Acho que basta conseguir levantar trinta quilos. É preciso também ter em mente que, para quem ama, a mulher amada é sempre a coisa mais linda do mundo, mesmo que para um estranho ela seja indistinguível de um prato de mexilhões. A beleza está nos olhos de quem vê. Se quem vê for míope ou estrábico deve perguntar a pessoa ao lado qual é a garota mais bonita.
“As alegrias do amor duram apenas um instante”, catou o bardo, “mas suas dores duram uma eternidade”… (pg. 123)

4) Se os impressionistas tivessem sido dentistas: Allen recria as cartas que o pintor Vincent Van Gogh enviava ao seu irmão Theo. Conta os fatos como se, ao invés de pintor, Van Gogh fosse dentista.

Prezado Theo,
Sim, é verdade. A orelha à venda no mercadinho é a minha. Acho que fiz uma besteira, mas eu queria mandar um presente de aniversário a Claire no sábado passado e todas as lojas estavam fechadas. Não sei porque ela a vendeu para o mercadinho. Ora, bolas. talvez eu devesse ter ouvido o que papai dizia e me tornado pintor. Pode não ser tão emocionante, mas a vida seria mais estável. (pg. 224)

.haha.

12666294_10206076285126536_535591032_n


 

Uma ótima vida!
Valeu. :*

3 lançamentos de 2016

Oi, tudo bem? 🙂

2016 está sendo um baita ano quando o assunto é filme em cartaz nos cinemas do Brasil. Apenas nesse inicio de ano, tive a oportunidade de ver 3 das grandes estreias que me interessaram, são estas: Os 8 Odiados, Peanuts – O Filme e O Regresso.
Sobre eles que irei falar aqui hoje.

Os 8 Odiados
O oitavo filme de Quentin Tarantino trás junto todas as marcas registradas do diretor: diálogos longos, personagens autênticos e muito, muito sangue!
A história começa com John Ruth transportando Daisy, uma assassina procurada, por quem espera entregar e receber certa recompensa. Durante a viagem, John aceita dar carona a um caçador de recompensas, Marquis Warre e a um xerife, Chris Mannix. Então, em meio à uma terrível tempestade de inverno, eles se veem obrigados a procurar abrigo. Fazem a parada no armazém de Minnie, uma antiga conhecida de ambos, para passar a noite. Chegando no armazém, quatro outros desconhecidos já estão abrigados e, no decorrer da noite, os impasses começam a acontecer entre os viajantes no local.
Em meio a segredos revelados e confrontos, são quase 3 horas de um filme divertido, inteligente e tenso do inicio ao fim. Já coloquei na minha lista de filmes favoritos do Tarantino. 🙂

os-oito-odiados-personagens-resenha-maze-blog

Peanuts – O Filme
Sou suspeita pra falar de Peanuts já que sou fã desde criança, mas juro que o filme me surpreendeu – eu esperava bem menos do que realmente é!
Charlie Brown mais uma vez entra numa saga de paixão e fracasso pela garotinha ruiva.
Gosto como certas temáticas são abordadas na obra de Charles Schulz e como, apesar do passar do tempo, a simplicidade inicial não se perdeu. O adulto e a criança que assistem a Peanuts se deparam com assuntos humanos de uma maneira pura: amor, amizade, medo, ansiedade, determinação, etc. Charlie Brown é um dos personagens mais fracassados, sensíveis e subjetivos que um dia conheci.
Ah, e à parte isso, o filme ainda conta com referências a literatura, teatro e música clássica. ❤

Snoopy-Brown-–-Peanuts-o-Filme

O Regresso
O Regresso é uma obra de arte, um filme de gigantes!
Dirigido por Alejandro González Iñárritu (de Birdman), o filme possui 12 indicações ao Oscar 2016!
Baseia-se na história real de Hugh Glass que, em 1822, é enterrado vivo em um cenário selvagem e ressurge para se vingar de quem lhe deixou para morrer.
Estrelado por Leonardo DiCaprio, O Regresso foi filmado no Canadá e à luz natural, o que proporciona uma fotografia maravilhosa e te coloca para refletir sobre a trabalheira de se produzir um filme tão bem feito.
Apesar de todo perfeccionismo envolvido, o filme é longo e pode ser considerado um tanto parado, por isso, é interessante assisti-lo sem cansaço e em um cinema confortável. Faça isso, porque vale a pena. Já estou querendo ver de novo! :}

E mais: 10 coisas que você (provavelmente) não sabia sobre O Regresso

Espero que gostem!


Uma ótima vida!
Valeu. :*