Sopa de versos – Reinventando Drummond.

Já pensou em juntar versos aleatórios de poemas e ver qual seria o resultado? Com essa ideia (e tempo ocioso), resolvi fazer o que denominei de ~sopa de versos~. Como ingrediente principal utilizei poemas famosos do Carlos Drummond de Andrade. Mas se você não tiver Drummond, pode substituir por Fernando Pessoa, por exemplo.
E eis que surge um novo poema. Façam em casa, a experiência é legal!

“Mundo mundo vasto mundo
Depois de tantos combates
Provisoriamente não cantaremos o amor
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
Depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas
Para renascer, eu sei, numa fictícia primavera.

Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
essa total explicação da vida,
esse nexo primeiro e singular,
ninguém a rouba mais de mim.”

(Os versos foram tirados das seguintes obras: Poema de Sete Faces, Poema da Purificação, Congresso Internacional do Medo, Para Sempre, Tarde de Maio, A Máquina do Mundo e Ausência).


Uma ótima vida!
Valeu. :*

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