Woody Allen e eu – Manhattan

Não, eu não sou pseudo-cult-intelectual-blasé-hipster-hype-seilámaisoquealgunsrotulam só porque simpatizo com Woody Allen e neste exato momento lhes escrevo sobre ele. A verdade é que sou apenas mais um número na estatística de nascidos em 1992.
Demorei bastante tempo para assistir um filme do Woody Allen e o fiz em um bom momento da minha vida. Acho Woody Allen neurótico, imprevisível, engraçado e inteligente. Ver, entender e achar bom um filme do cara tem muito a ver com o estado de espírito em que você se encontra. Não é recomendável experimentar Allen em um dia cansativo física e/ou mentalmente, já que o filme escolhido pode não ser tão simples quanto parece e o resultado pode ser bem frustrante. Enfim, assisti poucos filmes do Allen (até agora!) e adorei as experiências. Por isso, tenho a boa intenção de compartilha-las com vocês.

Para começar, vamos falar sobre o clássico e aclamado Manhattan.

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Manhattan é um filme de 1979 dirigido e estrelado pelo próprio Woody Allen. Conta a história de um escritor de meia-idade divorciado que está para publicar um livro contando assuntos pessoais sobre o seu casamento acabado. O detalhe é que sua ex-mulher (Meryl Streep – linda demais) o largou para ficar com outra mulher e fica incomodada com a exposição que o ex-marido quer provocar. Enquanto isso, o escritor namora uma menina de 17 anos e começa a acreditar que precisa se envolver com uma pessoa mais madura. Dentre as milhares de mulheres maduras que existem em Nova York, ele começa a se sentir atraído pela amante do seu melhor amigo.

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Gosto da bagunça que Woody Allen faz quando apresenta relações humanas. Apesar de parecer maluco é algo muito real. Demonstra de uma maneira engraçada e um tantinho possessiva a guerra constante entre o emocional e o racional que todo e qualquer ser humano vivencia ao se apaixonar. Por vezes, reconhecer isso pode ou acabar com sua vida amorosa (rs) ou torná-la mais leve e especial.

No filme, Allen aponta questionamentos sobre o sentido da vida. Ele escancara declarações de amor, demonstrações de sentimentos e atrações. E então, encerra o filme, deitado em um ~divã~, respondendo a pergunta: “Por que vale a pena viver?” A resposta é bonita e bem subjetiva. Allen é maestro em questionar a existência humana.

Por essas e outras, assistir a Manhattan pode te levar a uma boa viagem.
O filme está disponível no Netflix.


Uma ótima vida!
Valeu. :*

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